27.abr.15

Ruanda, um gorila me seguiu!



RUANDA UM GORILA ME SEGIU

Superei meus limites e parti para a “aventura” do trekking para ver Gorilas nas montanhas da Ruanda em outubro de 2009. Li atentamente o roteiro e, principalmente, as recomendações de roupa e equipamentos que deveria levar comigo. Tudo preparado, pois é possível se passar horas para avistar uma família de gorilas.
Segui para o Nairóbi no Quênia e, de lá, para Kigali, capital da Ruanda. A cidade é pequena, com muitas áreas verdes, e tudo é simples. O hotel, situado no centro da cidade, era bastante confortável. Á noite, o programa foi jantar em um simpático restaurante ao ar livre no próprio hotel, com direito a música ao vivo local muito parecida com samba e pagode. Na manhã seguinte saímos no 4×4 com o guia para Kinigi. No caminho, tudo verde e poucos carros. A estrada asfaltada era muito tranquila. Chamou minha atenção as centenas de habitantes que caminhavam com trouxas de roupa na cabeça, vestidos com cangas coloridas amarradas no ombro, uma vestimenta habitual local, ao longo da estrada. Há pouquíssimo transporte público e as pessoas caminham o tempo todo. Outro detalhe: não há lixo. Creio que simplesmente tudo é utilizado ou reutilizado, devido à falta de condições financeiras.

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Chegamos a Kinigi e nos hospedamos no hotel Gorila, um 3 estrelas bastante confortável e com ótima comida. O melhor hotel é o Sabino, bastante elegante e confortável. Entretanto, para se ter acesso ao mesmo, deve-se encarar uma escada muito alta, pois ele fica no topo da montanha. Não há outra entrada. Portanto, o hóspede deve analisar se deseja encarar os muitos degraus toda vez que for sair do hotel.
Nosso grupinho era composto por 2 brasileiras, 3 ingleses e 1 espanhol, além do guia. Estávamos todos ansiosos pelo momento de ir à Montanha de Gorilas. Saímos cedo por volta das 7h00, depois de um reforçado café da manhã, em um jipe até ao Parque Nacional dos Gorilas. Lá observamos vários outros jipes com seus grupinhos e guias. Cada grupo recebe orientação dos Guias do Parque sobre a conduta e vida do gorila. Essa apresentação demora em torno de 20 min. Posteriormente, segue-se para a Montanha. A chegada ao pé da montanha é muito bonita, pois os habitantes locais, com suas roupas coloridas, paralisam seus trabalhos na terra para observar os turistas. A vegetação nesse ponto é linda, junto à plantação de batatas. Tivemos sorte por pegar a florada que, em contraste com o céu azul, fez desse momento algo muito especial.

SUBIR MEIO

“Se você não tem cajado próprio, alugue um”. Esse foi o comentário da amiga inglesa experiente em trekking pelo mundo. Também aconselhada por ela, contratei um guia assistente para levar minha mochila. Esses foram, sem dúvida, “os US$ 10,00 mais bem pagos da vida”, conforme palavras da amiga.
Nosso pequeno grupinho subiu a montanha acompanhado de pelo menos 6 guias do parque, todos muito experientes. A subida foi fácil e, para meu espanto, estava preparada para a caminhada, que gera boas fotos dos nativos e da paisagem. Cada pequeno grupo, de aproximadamente 10 a 12 pessoas, procura encontrar também seu grupinho de gorilas. Essa é regra: cada grupo segue uma trilha. Os guias abrem a mata de bambuzal com facão. Tivemos muita sorte, já que avistamos um grupo de gorilas depois de uns 15 minutos apenas. A aproximação é emocionante, pois os animais ficam perto e podemos fotografá-los sem flash. A primeira lição é não encarar o gorila, pois eles podem atacar. Eles se movimentam, comem bambu, brincam, ficam se espreguiçando ao sol e nós os seguimos lateralmente. Algumas vezes eles se movem de frente, em direção ao nosso grupo, e os guias nos empurram para trás contra o bambuzal. Em dado momento, meu tênis desamarrou e fiquei um pouco atrás de uma parte do grupo, que naquele momento já estava dividido. Foi nessa hora que “the gorila followed me”. Já posso escrever nas minhas memórias: Um gorila me seguiu na Ruanda! Adorei conhecer esse país de gente com sorriso largo e inocência na face. É muito bom estar no continente africano, passar pelo verde e ver os contrastes de cores que só a África tem!

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Um-pouco-de-historia
Informações sobre o Genocídio: em abril de 1994, os líderes extremistas da maioria hutu, em Ruanda, iniciaram uma campanha de extermínio contra a minoria tutsi. Em apenas cem dias cerca de 800.000 pessoas foram assassinadas e centenas de milhares de mulheres foram violentamente estupradas. O Comitê da Consciência do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos continua a enfocar o genocídio ocorrido em Ruanda. Isso se deve à severa natureza da violência e extensão da área do conflito, do impacto contínuo do genocídio em toda a região central da África e das lições que Ruanda ensina. Este genocídio teve fim em julho de 1994, quando a Frente Patriótica Ruandesa, uma guerrilha comandada pelos tutsis, expulsou os extremistas genocidas e instituiu seu governo provisório. As consequências do genocídio continuam a ser sentidas ainda hoje, pois Ruanda ficou devastada, com centenas de milhares de sobreviventes traumatizados. A infraestrutura do país foi arruinada e são mantidos mais de 100.000 criminosos nas suas prisões. Atualmente o país está se estruturando para o turismo e tem recebido muitos estrangeiros que querem conhecer as belezas naturais. O povo é hospitaleiro e tem muito interesse pelo turista.

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O-que-visitar
* Na capital é Kigali, o ponto mais importante é o Museu do Genocídio. Lá estão à mostra muitos elementos da guerra civil, como imagens de muita destruição, milhares de mortos, enfim, tudo o que o país passou. Em geral, fica-se apenas uma noite na capital para seguir em jipe 4×4 para Rugere. As estradas são tranquilas, com muita gente que caminha a pé pela total falta de transporte público. A viagem dura aproximadamente 2h30 e passa por paisagens de colinas verdejantes. Ruanda é conhecido como o “país das mil colinas”.

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* Chega-se a Kinigi depois de atravessar Ruhengeri. Há confortáveis hotéis com pouco luxo. A comida é simples, mas saborosa. Após o café da manhã é que se dá a saída para o Parque Nacional dos Vulcões, lar de mais de 350 gorilas. A caminhada pelo parque pode chegar a mais de 2.500 metros de altitude e levar de 2 a 8 horas, de acordo com a disposição e movimentação dos animais.
* Ao norte encontra-se a cidade de Gisenyi, às margens do lago do Kivu, com uma boa infraestrutura turística. O roteiro ideal é conjugar Ruanda com Quênia.

Onde-ficar
Kigali: Hotel Des Mille Collines

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Kinigi: Mountain Gorilla View Lodge (cat. turística)

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Kinigi: ou Sabyinyo Silverback Lodge (cat. luxo)

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Como-chegar
A melhor rota é seguir com South African Airways até Johannesburg. Depois, siga para Nairóbi no Kenya e, de lá, pegar voo para Kigali.

Melhor-epoca
O clima equatorial quente é reduzido pela altitude e não há grandes alterações pelo país. Embora as temperaturas na parte ocidental e próximas ao lago de Kivu sejam temperadas, com média é 25° C, nas regiões mais altas, especialmente no planalto de Virunga, faz mais frio e a temperatura chega a 17° C. Em Ruanda há duas estações de chuvas: uma, de setembro até dezembro, e outra, de fevereiro até junho, nas quais chove continuamente. A melhor época para visitar Ruanda é entre os períodos de chuva, ou seja, de meados de junho até ao final de setembro e nos meses de inverno, de meados de dezembro até início de fevereiro.

Dicas-imperdiveis
* Pode chover na montanha, por isso capa de chuva é fundamental.
* Fleece – leve roupas térmicas, pois pela manhã é mais frio e depois a temperatura sobe. Por isso, roupas em camadas são recomendadas.
* Mochila impermeável para proteger câmera fotográfica
* luvas de algodão e camisas com manga longa.
* calças compridas com meias três quarto colocadas por cima, algo que não é elegante mas é eficiente para proteção na mata.
* botas ou sapatos confortáveis para trekking.
* chapéu e protetor solar.
* câmera fotográfica com zoom potente.
* tomar comprimidos de vitaminas do complexo B durante um mês antes da viagem para repelir insetos.

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  1. Ana Alves disse:

    Deusa, hoje foi a primeira vez que recebi seus posts, nem sabia sobre o Blog!
    Obrigada pelo envio, adorei!!! e fiquei ainda mais feliz de ver que voce postou sobre meu querido destino Equador.
    Um beijo grande e parabéns!

  2. Adélia Peloia disse:

    Olá, Deusa. Eu trabalho com o Oziel e gostaria de saber se você ainda trabalha com viagens exóticas. Preciso de um pacote para Escandinávia – Estocolmo e Copenhagen.
    Me fale.

    Adélia

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