Deusa Rodrigues - Travel Agent

O que fazer na Africa do Sul e na Zâmbia

23.nov.09 - atualizado em 17.abr.19



 

Uma viagem pela África do Sul começa com aquela sensação que somos um só. Sabe aquela parte do Continente que há milhares de anos se desprendeu e formou a América do Sul? Pois bem, somos ligados desde a formação do planeta. Será que os negros escravizados vieram para a terra que já foi deles? Nossa cultura brasileira, sorriso largo, da alegria, ginga, é uma parte da herança dos negros. Porém somente na África, por meio dos gestos e atitudes dos seus habitantes, que sentimos a semelhança.  Foi a partir desta constatação que eu parei para pensar. Lá estava eu numa outra viagem para África, depois de muitas, em geral acompanhando agentes de viagem convidados. Segui para o Kruger Park para fazer os safáris. Com o primeiro animal encontrado começa a empolgação do dia. Claro que aí, dependendo da potência do zoom da máquina fotográfica, pode haver certa frustração, como no caso da minha máquina de amadora. Afinal, isso é um safári fotográfico. Vários momentos proporcionam real aventura ao viajante. Eu já presenciei no Tornybush uma cena linda e rara de um leopardo carinhoso com seu filhote. Também nesse lodge eu morri de medo do leão em torno do jipe a menos de um metro de distância.

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No Edeni, hotel rústico, vi uma dezena de leões à noite devorando um antílope. O barulho dos leões rugindo e o cheiro de sangue numa noite escura do Kruger fez com todos simplesmente prendessem a respiração por medo pelo inusitado. Alguns safáris contam com um improvisado posto de observação, através de uma pequena plataforma de madeira construída em um ponto estratégico. No final de 2 a 3 horas de safári, é oferecido um coffee break na savana. Um charme de originalidade.
No Sabi Sabi, o ranger leva os turistas interessados por uma caminhada de 30 minutos à 01 hora dependendo da disposição. Na minha última viagem, aceitei a sugestão, sobretudo por estar interessada em fazer exercício físico. Porém, eu e os demais tivemos uma verdadeira aula de geografia e biologia in loco. No segundo safári do dia, o cenário é inesquecível. O pôr do sol que tinge de vermelho o céu e um contraste com o tom das savanas faz lembrar o desenho animado “O Rei Leão”. Nessa hora mágica o ranger convida todos para um pequeno piquenique com direito a brinde com vinho sul-africano. Tudo é levado no porta-malas e monta-se uma simpática mesa com bebidas e petiscos. Quando a noite chega, os holofotes auxiliam a descoberta animais com suas caças.

JUNTOS

 

Depois de tanta aventura, é hora de voltar ao Lodge para um bom banho. No Tornybush, a banheira fica ao lado de uma parede envidraçada de onde é possível observar o rio. No Sabi Sabi há chuveiro ao ar livre também com vista para o mesmo.  À noite, é hora de relaxar e brindar as descobertas do safári sob o céu estrelado da África. O silêncio da madrugada só é quebrado com ruídos e rugidos estranhos de animais soltos, que fatalmente se tornam o assunto predileto do café da manhã do dia seguinte. A hora da despedida é emocionante, pois os detalhes da savana ficarão gravados para sempre. Uma ótima escolha é seguir para Zâmbia e Zimbabwe, a apenas 2 horas de voo Johannesburg. Chega-se a Livingstone, a capital da Zâmbia para conhecer uma das maravilhas do mundo: as Cataratas de Victoria Falls. Optamos pela Hospedagem no Royal Livingtone, categoria luxo com excelentes chalés espalhados por uma grande área ajardinada. Na manhã seguinte partimos para o safári de elefante. Mesmo que você já tenha experimentado isso em outro lugar, atravesse a fronteira da Zâmbia e vá para o Zimbabwe. Chega-se ao local onde estão os elefantes, com um pequeno restaurante e loja de artesanato. Você também pode alimentá-los: basta estender a mão com ração, que a enorme tromba pega rapidamente. Depois de ouvir atentamente as instruções do adestrador, tomamos um susto quando um elefante adulto atacou um outro elefante pequeno e houve luta. Imagine a cena contraditória: eu completamente e meu grupo completamente surpresos com o inesperado.

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A paisagem é incrivelmente bela, com o céu azul, lago e savana, tudo observado do lombo de elefantes. Já fiz tour de elefante na África do Sul e Índia, porém nada se compara à beleza do Zimbabwe. À tarde, de volta à Zâmbia, fizemos um deslumbrante sobrevoo de helicóptero às cataratas e um bucólico cruzeiro pelo Rio Zambezi. Os três países juntos constituem um dos melhores roteiros para começar a descobrir esse Continente, tão parecido e tão diferente. Aventure-se.

 

Um-pouco-de-historia
Os portugueses foram os primeiros europeus na região do Cabo, o sul da África do Sul. Com as rotas de comércio para a Índia, por volta de 1500, os portugueses foram visitantes constantes da região. Devido a série de naufrágios no ponto extremo do continente, o mesmo ficou conhecido como Cabo das Tormentas e, posteriormente, seu nome foi mudado pelo rei de Portugal para Cabo da Boa Esperança como medida para não afugentar navegadores. No século 18, holandeses adentraram a região em busca de caça, sendo que alguns estabeleceram fazendas por conta própria.  A descoberta de diamantes, em 1867, e de ouro, em 1886, desencadeou uma onda migratória para a África do Sul. No início do século 20, instituiu-se a política do apartheid, a qual representava a segregação dos negros. Em 1994, realizaram-se as primeiras eleições multi raciais do país, pondo fim ao regime do apartheid. Desde então a África do Sul tem sido governada pela maioria negra.
A Zâmbia tem registros de ossadas humanas datadas de mais de 150.000 anos. A região foi durante muito tempo fechada a estrangeiros devido ao difícil acesso. No século XVIII os portugueses adentraram a região com o intuito de estabelecer a ligação por terra entre os territórios da Angola e Moçambique. O comércio de escravos que se estabeleceu na Zâmbia era controlado pelos mercadores árabes de Zanzibar e pelos portugueses. Em 1851 David Livingstone, um explorador escocês, fez uma expedição à região e se encontrou com um chefe nativo. Esse fato é considerado como um importante testemunho da ocupação por parte dos europeus, sendo que este explorador em 1855 descobriu as famosas cataratas de Victoria Falls. Em 1888 foram fundadas as colônias britânicas da Rodésia do Norte, hoje Zâmbia, e Rodésia do Sul, atual Zimbabwe. Em 1964 a Rodésia do Norte torna-se independente com o nome de Zâmbia.

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O-que-visitar
* Na África do Sul, o Complexo de Sun City fica a 2 horas de Johanesburgo. Totalmente construído numa extensa área semi-deserta de savanas, é hoje um verdadeiro oásis, com vários hotéis, campo de golfe, piscina com ondas, restaurantes, cassinos, um anfiteatro, lago e muita diversão.
* Kruger Park: o grande dilema do viajante talvez seja escolher entre inúmeros lodges, cada um mais aconchegante que outro e distribuídos entre milhares de hectares de savanas. Os 2 safáris do dia, de manhã e no final da tarde, por 2 noites, são uma ótima opção, já que há 4 possibilidades de observar os “big five”. Tratam-se dos 5 grandes animais da África (Búfalo, Leão, Rinoceronte, Hipopótamo, Leopardo).

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* O clima das savanas é como dos desertos: frio pela manhã e à noite e quente no meio do dia. Há uma apresentação do lodge, durante o check-in, na qual já se tem uma ideia dos próximos dias com uma breve explicação da savana e cuidados necessários. Em geral, os hoteleiros exageram um pouco para criar um certo clima entre os hóspedes. Porém é sempre prudente manter janelas fechadas, usar repelentes e circular à noite somente acompanhado de funcionários devidamente preparados, uma vez que os animais estão soltos.
* O dia começa com o despertar às 5:30 da manhã, com “knock knock in the door”: o toque do mensageiro em seu chalé para se despertar. Depois de um breve coffee break, todos devidamente preparados, principalmente com máquinas fotográficas, embarcam nos jipes. Os carros Land Rover 4 x 4, que levam em média 6 a 9 turistas, são acompanhados de um ranger, uma guia especializado, e motorista. À frente e ao lado do motor vão nativos munidos de arma com paralisante para segurança.

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* A princípio, nossos olhos acostumados às cores da cidade não conseguem enxergar o animal em meio ao marrom da região. Porém, pouco a pouco a África vai se mostrando. Os africanos chamam isso de “game viewing” ou seja, o jogo de ver animais. Diferente do passado politicamente incorreto em que realmente se caçavam os animais, hoje tudo é para apreciar a beleza de região e das espécies.
* Cape Town, é cidade mais bela do Continente. A paisagem é fantástica, com a Table Mountain, montanha e o mar de outro lado. O Water Front é o antigo porto, todo reciclado com shopping center, várias charmosas boutiques, restaurantes e bares. Os principais hotéis estão nessa região, porém pode se encontrar propriedades também no centro da cidade. O programa mais clássico é visitar o Cape Point, o famoso Cabo da Boa Esperança. A região tem várias outras possibilidades como a Rota Jardim ou Vinelands, a área das vinícolas.

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* O jantar na savana é à moda dos antigos habitantes das savanas: ao ar livre, em chão de terra batida e com churrasco de caça. Prepara-se o “Boma”, como é chamado esse jantar realizado de maneira muito especial, com tochas e mesas com românticas lamparinas em volta da fogueira. Hoje em dia ele é muito bem preparado, porém ainda é feito como nos primórdios: o local é sempre cercado por bambu ou madeira para garantir a segurança. Algumas propriedades podem incluir um pequeno show africano, com músicas de atabaque que lembram nossos terreiros de umbanda. Para quem não come de caça (Kudu, Impala, etc) as opções do menu são variadas.
* Na Zâmbia o ponto alto é visitar as famosas Victoria Falls, tanto no parque nacional como em tour de helicóptero. Há também safáris e belos passeios em barcos no pelo rio Zambezi no pôr do sol.
* No Zimbawbe, o forte são safáris tradicionais ou passeios no lombo de elefantes, com paisagens maravilhosas.

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Onde-ficar
A África do Sul tem excelentes hotéis com qualidade, serviço e uma decoração totalmente integrada com a savana.
The Palace, o mais imponente do Complexo de Sun City. Apesar do mesmo contar com outros hotéis, esse tem uma decoração exuberante e vale a experiência.

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Kruger Park, encontram-se em duas áreas distintas, com 2 aeroportos principais. Há muita opção como Mala Mala, Sabi Sabi, Kapama e muitos outros.

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Cape Town, destaque para os hotéis do Water Front com Table Bay, One & Only, Cape Grace e outros. No centro há o clássico Taj Hotel.

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Vitoria Falls, há dois hotéis ao lado das cataratas – Royal Livingstone, categoria luxo, elegante estilo colonial inglês com vista das cataratas. Zambezi Sun, categoria primeira, localizado junto as cataratas, ótimo para famílias com crianças.

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Como-chegar
A South African Airways tem voos diários para Johannesburg. Uma excelente companhia aérea com ótimo serviço de bordo com vinhos africanos.

 

Melhor-epoca
Em todas as estações é possível se visitar a África do Sul. No inverno é mais frio pela manhã, é necessário estar muito bem agasalhado e tem mais animais. No verão, o clima é mais agradável para passear. Entretanto, os animais não são tão abundantes. Escolha sua opção.

 

Dicas-imperdiveis
* Leve uma câmera fotográfica com zoom potente, para fazer belas fotos no safári.
* Roupa de safári na cor bege para se camuflar na savana, e nada de roupas chamativas. No inverno, botas, gorros, luvas, cachecol e casaco grosso à prova de água.
* Faça compras, principalmente de objetos de decoração e objetos de bom gosto, que têm um preço excelente na África do Sul.

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* Boas compras na Zâmbia na entrada do parque das Cataratas de Victoria Falls, principalmente objetos de decoração em pedras e madeira.
* Tome vinho sul africano. Em muitos restaurantes da região sul, uma taça de vinho é mais barata que refrigerante.
* Troque dólares por Rands, a moeda local, no aeroporto na hora de chegada.
* Tenha cuidado com objetos de valor e dinheiro. Deixe no cofre do quarto.
* Utilize o Proteg Bag para as malas no embarque, no aeroporto de Guarulhos, é uma segurança a mais.

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A melhor maneira de chegar ao continente africano é com a  South African Airways – SAA.  A partir de Johannesburg, pode-se conectar a vários países da África. O serviço de bordo é sempre regado com Licor Amarula e com vinho da África do Sul, excelente qualidade.

 

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